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PERFIL COOPERADO: Conheça a história de Elaine Soares Duarte
Data: 13/08/2018




Após um tempo de pausa, o PERFIL COOPERADO está de volta! 

Mais uma história emocionante de entrega e dedicação de uma mulher jovem, cooperada, mãe, professora, esposa e humanitária. 

Hoje vamos conhecer um pouco sobre a Elaine Soares Duarte, cooperada da Escola Cooperação, de Santa Maria de Jetibá. Natural de Itaguaçu, aos 25 anos, ela é licenciada e bacharelada em Educação Física, casada e mãe biológica do Theodoro, de 11 meses. Mas como ela mesma diz, tem mais aproximadamente 100 crianças e adolescentes sob seu cuidado e atenção!

Sua história se cruzou com o Cooperativismo em 2015, quando saiu de Itaguaçu e foi para Santa Maria de Jetibá, trabalhar como estagiária. Mas na bagagem havia um sonho: abrir uma escola de Ginástica Rítmica. Ela então colocou um anúncio em sua página de rede social e a diretora da Cooperação, Amanda Schulz, se interessou. Amanda viu que seu perfil se encaixaria perfeitamente com o propósito que a escola tinha: de fazer com que os alunos passassem mais tempo no ambiente escolar, com atividades diferenciadas.

Elaine conta que quando aceitou as coisas começaram a mudar! “Eu comecei a dar aulas de Ginástica Rítmica com uma turma de 20 alunas e em pouco tempo subiu para 45, inclusive com crianças de outros municípios e a demanda não parou de crescer”, afirmou.

ALÉM DA GINÁSTICA

Em 2016, os alunos da Cooperação participaram dos jogos escolares com a modalidade handball, o que despertou tanto neles quanto na escola, uma vontade muito grande de jogar esporte coletivo. “Um detalhe que sempre observamos é que os esportes individuais não atraem muito os jovens, a maioria dos praticantes são crianças. Já o esporte coletivo atrai todas as idades e gêneros. Foi aí que comecei também com o handball na escola, e agora que a quadra está coberta, a Cooperação cedeu o espaço para eu abrir a escolinha de handball, com turmas feminino e masculino, disputamos os jogos escolares”, contou.

Elaine contou que entra na escola às 7h e sai às 19h10, mas sempre feliz.  São 45 alunos da ginástica, 40 no handball e 6 do funcional. São quase 100 pessoas que ela cuida, são pessoas da escola e também de fora. 

Elaine ainda contou algo surpreendente! Ela também tem alunos bolsistas, que não tem condição de pagar e tem prazer em arcar com eles. “Minha intenção é montar uma turma inteira só de bolsistas, mas é difícil, pois não é só a mensalidade, existe custo com uniforme, ponteira, os aparelhos e equipamentos, é um gasto muito alto e gostaria muito de ter parcerias para conseguir atender essas pessoas”, disse. 

Quando indagada sobre como era para ela, abrir mão do seu tempo em casa, para cuidar das pessoas, houve uma grande pausa e veio o choro. Emoção que contagiou todos que estavam na sala. Elaine então contou que dias antes da entrevista, precisou pedir demissão, justamente porque não estava conseguindo conciliar a quantidade de turmas, o casamento e a criação do filho, de pouco menos de um aninho. “Mas não é demissão de todas as aulas, apenas das de educação física, vou continuar com a escolinha”, pontuou. 

“Eu comecei a trabalhar aos 14 anos, sou movida a trabalho. Mas não posso deixar meu filho sozinho durante a infância, quero acompanhar seu crescimento. Eu estou muito realizada na minha vida profissional, mas comecei a ver que a vida pessoal estava sendo um pouco deixada de lado”, afirmou.

Elaine conta que recebe mensagens de mães agradecendo seu trabalho e que isso é gratificante. Muitas delas reconhecem meu trabalho inclusive fora da escola, outro dia recebi a ligação de uma mãe me agradecendo, pois, seu filho, que antes era compulsivo por doce, agora não come mais besteiras, prefere frutas. “Tenho até alunas que antes alisavam o cabelo e hoje não alisam mais, me tem como exemplo. E não tenho palavras para agradecer isso”, se emocionou. 

“Eu posso afirmar que consegui crescer, foi aqui que aprendi a dar aula. A escola me deu carta branca para fazer o que eu pudesse fazer, tudo que precisei eles me ajudaram e foi assim que ganhei visibilidade. As pessoas confiam no meu trabalho”, finalizou.



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